17 agosto, 2026

Série: Como transformar a "Fuga dos Eventos" em Relacionamento Real? (2/4)

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Estratégias 360º para quebrar a inércia da Modernidade Gasosa e resgatar o valor da presença.


A Ponte entre o Diagnóstico e a Solução

Após o diagnóstico fundamentado, vimos na primeira estratégia desta série, o Fator People onde entendemos por que o Expositor precisa sentir o evento como um Porto Seguro antes de sequer considerar aparecer. Resolvido esse primeiro obstáculo do acolhimento, entramos no segundo: como criar Relacionamento Real em eventos? Como ele se sustenta depois que nasce no estande?




10 agosto, 2026

Série: Como transformar a "Fuga dos Eventos" em Relacionamento Real? (1/4)

⏱️ 2 min (full)

Estratégias 360º para quebrar a inércia da Modernidade Gasosa e resgatar o valor da presença.

A Ponte entre o Diagnóstico e a Solução

No artigo anterior, exploramos o labirinto da resistência através da pergunta: "Por que algumas marcas fogem dos eventos corporativos, mesmo diante de resultados comprovadamente positivos?" Diagnosticamos que essa fuga não é um erro de marketing, mas um sintoma sociológico da Modernidade Gasosa, um estado de exaustão, com dispersão digital e colapso do capital social que transformou o encontro humano em um fardo ineficiente.

E como todo diagnóstico correto exige um tratamento, vamos analisar nesta série algumas propostas. Se já entendemos por que as empresas se escondem atrás do "não temos budget" ou do "já fechamos nosso calendário", chegou a hora de fazermos outra pergunta: "como devolvemos a elas a vontade de aparecer?"

A tese desta série é simples de enunciar, mas difícil de praticar: o evento não é um custo de exposição, é um investimento em Hospitalidade Genuína e Sinergia Humana. Só muda de fuga para presença quem entende que o pavilhão precisa parar de cobrar e passar a acolher.


Vamos começar pelo primeiro dos quatro fatores.

02 agosto, 2026

Por que empresas fogem de eventos?

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O labirinto da resistência na era gasosa.


Apesar dos inúmeros relatos de sucesso e do impacto inegável dos eventos e Feiras de Negócios, Promotores ainda enfrentam uma barreira invisível: a resistência de empresas que, embora pudessem prosperar no pavilhão, escolhem o isolamento. A pergunta que ecoa nos departamentos comerciais é: “Por que algumas marcas fogem dos eventos corporativos, mesmo diante de resultados comprovadamente positivos?”

Talvez a resposta não esteja na estrutura dos eventos em si, mas nas profundas transformações culturais que vêm moldando a nossa percepção sobre relacionamentos, tempo e geração de valor.






 

O Fim da Era de "Venda Fácil"

Até o final dos anos 90, as Feiras de Negócios eram envoltas em uma aura de "magia" e credibilidade imediata. A percepção de valor era intrínseca; não era necessário justificar exaustivamente o investimento. O networking acontecia de forma orgânica e a presença física era o padrão ouro da confiança. 

Contudo, a partir de 2010, o cenário começou a mudar. A "Modernidade Gasosa" trouxe uma volatilidade que foi transformando a venda do metro quadrado em um desafio psicológico. Empresários passaram a se esconder atrás de justificativas como “não temos budget” ou “o calendário está fechado”. Mas, observando atentamente, fui percebendo que a resistência era mais profunda. 

Como visitante (nos dias atuais), tenho sentido na pele uma "preguiça" de enfrentar corredores intermináveis e a exaustão física, de ambientes que não acolhem o ser humano. Se para o Visitante a feira se tornou fisiologicamente punitiva, para o Expositor ela passou a ser vista sob a lente implacável do curto prazo — uma busca frenética por leads que comprem dentro do trimestre para justificar o "custo".




As Hipóteses do Afastamento 

Penso que a "fuga" dos eventos presenciais, por parte de algumas empresas, não é um erro de marketing, mas um sintoma sociológico. Abaixo, proponho quatro hipóteses fundamentadas para compreendermos este comportamento: 

09 julho, 2026

O Legado Começa com uma Pergunta

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Como eventos transformam setores ao abrir espaço para problemas reais 


Em meu artigo anterior, discuti como os Novos 4 P’s e a Visão 360º podem resgatar a essência das Feiras de Negócios em meio à dispersão da Modernidade Gasosa. Defendi que um evento deve atuar como um Farol, iluminando caminhos e não apenas a si mesmo. Hoje, quero trazer um exemplo concreto e corajoso da aplicação do potencial do P de Projects. Recentemente vi no meu feed do LinkedIn uma publicação de Renato Cordeiro sobre o Modern Construction Show e sua recente parceria estratégica com a SOBRATEMA. O evento se posiciona como mais do que uma feira; ele se propõe a ser o epicentro da transformação da construção civil industrializada no Brasil. Contudo, a verdadeira beleza deste evento não reside apenas no aspecto comum de um grande evento com Feira de Negócios e Congresso, com estandes e visitantes, mas na sua coragem de expor as feridas do setor.



Talvez o maior legado de um evento não seja aquilo que ele mostra, mas aquilo que ele faz uma indústria passar a enxergar.